domingo, 25 de novembro de 2012

Dublado ou Legendado?

 Essa é uma questão que muitas vezes vem à mente daqueles que vão ver um filme.

 Seja no cinema ou em casa, filmes ou séries, há sempre a questão da escolha do idioma. Uns não se importam, qualquer coisa está bom. Outros fazem questão de ver dublado, pois têm preguiça de ler, ou estão acostumados. E há ainda o grupo que prefere ver legendado, pois assim dá pra notar cada detalhe da voz verdadeira do ator: sotaque, tom, velocidade da fala...

 Eu faço parte do último grupo. A voz original do ator traz um ar de naturalidade à obra, além de evitar aquela coisa desagradável de lábios que se mexem quando a fala já acabou. Típico. Mas, claro, há exceções: clássicos ou desenhos, podem ser muito bem aproveitados mesmo dublados. De fato, desenhos dublados são melhores, porque podemos reparar em toda a arte que o envolve, todos os movimentos, cores, e simpatia dos personagens.

 De qualquer forma, a onda dos filmes e séries dublados aparentemente vai dominar o mundo. Cinemas dão grande preferência pra exibir filmes assim, canais de tv a cabo tentam se adaptar a nova classe social, e colocam grande parte da programação com idioma português. Mas, onde fica a opção de assistir produções legendadas?

 Não digo que filmes dublados devem sumir do mapa, ou das telas, melhor dizendo. Mas oferecer a opção ao cliente, de escolher entre os dois idiomas, deveria ser algo obrigatório. A adaptação aos novos clientes, é besteira: é supor que os que vêm agora, não sabem ler, ou simplesmente, não gostam de ler.

 O que pode ser verdade até, mas não uma verdade total. Há exceções. E se pagamos por isso, a minoria também deveria contar.

 Não sei se por hábito ou preguiça os brasileiros assistem mais o que é exibido na língua materna. De repente é por não desgrudar os olhos da novela, ou por ficarem acomodados. O fato é que não ler as letrinhas na parte inferior da tela, alegando que não gosta de ler, e que perde a 'parte visual' da coisa, é bobagem. Tal como dizer "estamos no Brasil, oras!".

 As fronteiras se dissipam a cada dia que passa. Acreditar que não há troca de informação cultural entre os países, é ilusão. Assim, por que não aceitar as mudanças, a entrada de material artístico de outros países no Brasil, com sua própria língua?A internet facilita nessa questão, atualmente. Mas, ainda assim, outros meios deveriam seguir o exemplo: duas opções para que os clientes decidam o que é melhor.

 Padronizar séries e filmes como novelas, nunca vai ser a mesma coisa. O português deve, de fato, ser valorizado, mas colocá-lo onde não existe inicialmente, é produzir um conteúdo artificial.

 E se mesmo com o idioma desejado o longa soar estranho, aí só resta trocar de canal. Enquanto ainda temos essa opção.







terça-feira, 30 de outubro de 2012

Halloweeeeen *-*

31 de Outubro, Dia das Bruxas*-*

Não é uma data comemorativa no Brasil, mas eu gosto. As roupas, decoração de festas, especiais na tv, séries e filmes dedicados ao tema...é tudo mágico, um mundo totalmente diferente! Sem falar que tem um quê de filme do Tim Burton: sombrio, excêntrico. Um prato cheio pra quem gosta de terror, mistério e usar roupas e maquiagens fora do comum.

Os irlandeses, fugindo da fome que se alastrava em seu país, são os responsáveis por levar a data aos Estados Unidos em 1840. As histórias sobre a mesma estão recheadas de contradições; há lendas de todos os tipos. A própria origem da palavra Halloween tem diferentes explicações.

Lendas à parte, o halloween presente nos dias de hoje é algo que atrai crianças e adultos: afinal, os filmes e séries produzidos nos principais países em que a data está presente - EUA, Canadá, Irlanda e Reino Unido - fazem a propagação de sua cultura, querendo ou não. E, não é porque eu sou fã da maior saga de bruxos que já foi feita, nem porque gosto de filmes e seriados com temas sobrenaturais ou vampirescos, mas acho que a mistura cultural é algo inevitável com tamanha globalização.


Harry Potter: o bruxo mais famoso

Não que a cultura brasileira deva ser deixada de lado. Mas acrescentar elementos de fora ao país, é algo que ocorre desde o descobrimento. Então, que venha o halloween pra quem gosta de doces e travessuras!




Um Feliz Dia das Bruxas pra todos aqueles que gostam de viver num mundo parecido com o de Harry Potter *---*





sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Vestígios Eleitorais

 Em véspera de eleição, o que não falta nas cidades são pessoas querendo convencer outras pessoas a votar em certos candidatos. Panfletos, cavaletes, santinhos, tudo compõe o cenário poluído da cidade, desta vez não apenas devido a emissões de carros, substâncias oriundas das fábricas, e lixo descartado pela população de forma incorreta.

 Sendo assim, algo que já não é excelente no restante dos dias do ano, torna-se caótico. Muitos eleitores entrevistados pelo jornal Correio Popular, da Região Metropolitana de Campinas, se mostraram descontentes com os cavaletes, alegando, entre outros motivos, que estes atrapalham a visibilidade no trânsito e consistem numa densa poluição visual. Outros tantos não aguentam mais a poluição sonora eleitoral. Há também os que passam longe do horário eleitoral gratuito.

 E qual a necessidade de tantos 'santinhos'? Aparentemente são papeis picados cujo objetivo é entupir bueiros e complicar a vida de todo mundo. E deixar as ruas horríveis, é claro.

 As mil estratégias dos candidatos para chegar ao eleitor, e conquistar seu voto, podem, portanto, ter o efeito contrário. Grande parte da população já está farta de papéis, números e fotos aqui e ali, músicas no volume máximo em carros de som que passam a cada dois minutos. E isso nem precisa, necessariamente, ser expresso em dados estatísticos: apenas na conversa do dia a dia entre pessoas comuns podemos ver o grau de insatisfação.

 Além disso, a própria população financia as campanhas eleitorais que a irritam. Ou seja, assim que conhecemos os eleitos, concluímos que o povo paga duas vezes para...ter problemas, por assim dizer.

 Em "tempos verdes", onde se fala tanto sobre "sustentabilidade", a ação é mais importante do que um conjunto de palavras. Como se não bastassem promessas que muitas vezes não são cumpridas, ficarão agora os resíduos de todo um período onde consciência ambiental e respeito pela opinião social não são prioridades para muitos.

(Uma campanha na internet com essa mesma temática, ou seja, contra todos esses resíduos, foi feita e divulgada na internet, mais especificamente no site Uol. Vale a pena conferir os vídeos)

 A eleição passa, o lixo fica.

Reprodução/Uol: Campanha feita nas redes sociais contra lixo eleitoral

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Jogos Verdes de Londres

 Grandes eventos trazem muita sujeira pra qualquer lugar, é um fato. Até mesmo aqueles não tão grandiosos já geram uma quantidade de lixo considerável. Os Jogos Olímpicos, por sua vez, não poderiam ficar de fora, certo?

 Obviamente, com os turistas passeando pra lá e pra cá, a quantidade de resíduos também aumenta - e se, como em qualquer outra parte do mundo, houver gente mal educada, o mesmo pode estar até espalhado pelas ruas londrinas. O trânsito também aumenta. Logo, a poluição do ar tende a seguir o mesmo caminho.

 Entretanto, há aspectos sustentáveis a serem considerados. Assim como se quer mostrar no Brasil, seja com a preparação para a Copa ou as Olimpíadas, - mas se falta dinheiro para educação e saúde, por que não pra isso?Bem, é um assunto pra ser discutido outro dia - Londres também seguiu a onda verde e se aventurou pelo 'bem da natureza'. Segundo o Green Nation (uma união de pessoas que, através da internet, visa divulgar a proteção ambiental e também de aspectos culturais), há uma verdadeira lista de ações verdes que a cidade sede tomou.

 E vão além da apresentação da cerimônia, que mostrou como tudo mudou tão rápido, do campo para a cidade, com a Revolução Industrial. De fato, não que esse fosse o objetivo, mas deu a entender que foi um deles, de qualquer forma.

 Uma das ações foi utilizar uma antiga zona industrial de Stratford como local para a instalação do Parque Olímpico. Outra, é a construção de monumentos temporários, que podem ser levados para outros locais quando os jogos acabarem, o que é também uma alternativa mais acessível. Há também uma recompensa a quem for aos jogos caminhando ou de bicicleta, e até ações individuais, como a chuteira que possui a mamona como matéria prima principal, utilizada por um jogador de futebol, adivinhe só, brasileiro.

 Fato é que, em um evento grandioso assim, essas ações são bem vistas atualmente. Logo, motivos políticos podem estar por trás disso. Mesmo assim, não importa o porquê, e sim, o resultado que essa pequena ajuda proporciona ao planeta.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Welcome to London, world!

 Enfim, chegou a data tão esperada por muitos. Embora alguns jogos de futebol já tenham ocorrido, os Jogos Olímpicos de Londres começam oficialmente nessa sexta feira, 27 de julho, às 17hrs, horário de Brasília.

 Entre muitas modalidades esportivas, atletas e turistas, destaca-se a paisagem de uma cidade clássica, onde o moderno e o histórico se unem num único local, dando vida a um dos destinos turísticos mais apreciados.

Os locais famosos de Londres, aliás, podem ser apreciados tanto ao vivo, como nos mascotes tão fofos espalhados pela cidade *-*



 A expectativa é grande, mesmo que não se consiga tantas medalhas para o país. Afinal, são tantas culturas unidas!

E falando em cultura:

A criação dos Jogos Olímpicos ocorreu por volta de 2500 a.C. Seus criadores, os gregos, visando homenagear Zeus, realizavam competições no santuário de Olímpia - daí o nome que conhecemos hoje. Porém, em 394 d.C, o Imperador Teodósio II proibiu todas as festas pagãs, incluindo os Jogos. Somente em 1894, o francês e barão de Coubertin, Pierre de Fredy, propôs a volta de uma competição internacional entre atletas.

De qualquer forma, o evento abrange muitos outros outros fatos interessantes que não diretamente relacionados aos esportes, inclusive. Há questões políticas envolvidas, questões econômicas, sociais, ambientais...

O fato das Olimpíadas ocorrerem a cada quatro anos em uma cidade, nos dá a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o local. No caso desse ano, um município europeu traz à tona as preocupações sobre a crise, entre outras coisas. Mesmo assim, ainda é preferível que um local desenvolvido seja escolhido como sede de um evento tão importante, visto que já possui estrutura para a maioria de seus habitantes, o que é imprescindível.

Que se iniciem os jogos! E que cada minuto das competições seja apreciado, tanto pelos que torcem, como pelos que esperam o apoio da torcida. *-*

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Extinção: A cultura como desculpa para a crueldade

 Na edição dessa quinta feira, 14, foi transmitida no Jornal Hoje uma reportagem muito interessante sobre as espécies ameaçadas de extinção. De fato, não é um problema recente, mas, tem crescido cada vez mais, e, certas vezes, por motivos inúteis, e não com o objetivo de alimentar os que precisam.

 Extinções provocadas por motivos naturais, bem como é dito na reportagem, já ocorreram. No entanto, não é natural isso acontecer devido a ação humana, e em tão pouco tempo. Se antes os vilões eram os asteroides e erupções vulcânicas, desde a Revolução Industrial isso mudou. Agora, o maior inimigo da natureza é o homem, que, infelizmente, esquece que também faz parte dela.

 A cultura é uma parte importante na sociedade, no entanto, usá-la como desculpa para provocar a dor e morte dos animais é inaceitável. A partir do momento em que um ser vivo morre para sustentar uma superstição ou um capricho humano, deve-se tomar medidas drásticas para que essa tragédia não aumente, num 'efeito dominó' irreversível. Punições severas seriam um bom começo.

 Mesmo as mudanças climáticas são resultado da cultura. O modo de vida atual, com seus exageros, também trouxe certas consequências, e o desaparecimento de muitos animais.

 Embora cada país defina o que é certo e errado, de acordo com seus costumes, ações de um poder maior, global, deveriam existir. A pesca predatória, o uso de peles, a forma como certos alimentos, em sua maioria, são feitos (como a crueldade existente por trás do caríssimo foie gras - um patê francês produzido a partir do fígado doente de gansos e patos), o uso de partes do animal para fazer chás e sopas com propriedades miraculosas...Todas essas, e outras mais, são ações inadmissíveis. Afinal, uma vida inocente vale mais que uma tradição e uma demonstração de vaidade.

 E mais: uma espécie não é algo a que se possa impor um preço. E, com certeza, é muito mais incrível ver os animais em seu habitat natural, do que empalhados em um museu.


Logo da campanha contra a caça de rinocerontes (Foto publicada no site do SBT). Os chifres dos rinocerontes são retirados para a produção de poções afrodisíacas na China.



Resultado da caça de elefantes, que tem seu marfim retirado para produção de peças no Oriente


Pandas também estão ameaçados de extinção devido a destruição de seu habitat natural


A natureza pede socorro. Cabe ao homem saber ouvir ;]

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Rio+20: Uma breve reflexão, uma grande expectativa

 Foi nessa quarta feira, 13, o início da tão esperada Rio +20, Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável. Contando com a presença de chefes de Estado e também de representantes da população, o evento acabará somente no dia 22 de junho. Ou seja, temos alguns dias para alimentar essa expectativa de que decisões importantes sejam tomadas, e que o consenso em pontos polêmicos finalmente surja.

 Embora divergências sempre tenham existido quanto a esses assuntos - tais como os que alegam que o "aquecimento global é um mito" - a única maneira de haver um desenvolvimento sustentável em nível global é por meio de um acordo entre todos os países, desconsiderando, por um momento, o que é emergente e o que não é.

Muitas mudanças ocorreram de 1992 pra cá, portanto, antigos conceitos devem ser deixados de lado, visando um bem comum. Discussões sobre quem deveria fazer mais ou não, devem ser baseadas na realidade atual, não na obsoleta Eco 92 - que, embora tenha feito surgir algum resultado, já está, de certa forma, ultrapassada.

Fato é que, independentemente de suas posições na economia mundial, todos dependem dos mesmos recursos para continuar a se desenvolver, para garantir sua sobrevivência, e manter o respeito a todos os outros seres vivos.

A opinião do povo, e evidências de 'catástrofes' - não só as explícitas - devem ser levadas em conta mais do que nunca. Na era digital a demonstração de opiniões é abundante. Informações novas vêm a cada minuto em todos os sites. Assim como na polêmica da reformulação do Código Florestal, o povo tem em suas mãos, literalmente, o poder de comentar sobre o que acha sobre tal assunto, se aprofundar sobre as causas e consequências dos documentos gerados pelas conferências, desde 1972.

Enfim, a internet é uma grande aliada para a população. A imprensa é uma boa colaboradora: é os olhos e ouvidos de quem não pode estar no local para captar cada detalhe. E os poderosos de todos os países, os poucos que definem o destino de toda a humanidade, devem saber agir e ouvir. Agir com precaução, ser realista; entender que tudo não faz parte de um discurso ambientalista extremista, mas, sim, que são alertas para que medidas sejam tomadas, metas estabelecidas, visando um "envelhecimento melhor do planeta".Ou "menos pior". E ouvir cada pesquisador que relacionou uma causa e uma consequência, oriundas da ação humana, sobre um planeta que não será nosso pra sempre; ouvir a população, pois a ação de todos os indivíduos resultará numa maior; e ouvir o próprio instinto de sobrevivência, afinal, antes de 'poderosos', todos são humanos, e compartilharão da mesma falta de água e do mesmo ar 'tóxico'.

Mais uma vez, insiste-se na questão de que, desenvolvimento não é o oposto de preservação ambiental.  Um equilíbrio seria muito mais lucrativo para todos, seja economicamente, em qualidade de vida, ou na ausência de gastos inúteis com correção, ao invés de prevenção. Grandes mudanças estão relacionadas com tudo o que nos cerca, tudo tem uma ligação.

Assim, antes de se preocupar com velhos conceitos, competição no mercado e soluções mágicas para daqui a 70 anos, é válido lembrar que o acesso a produtos 'amigos da natureza' deve ser trabalhado; os impostos devem ter um investimento correto, pois isso também refletirá em melhorias ambientais; e a educação tem uma enorme importância para que tudo não tenha sido em vão. 

Boas ideias até existem. Só é preciso saber organizá-las, e deixar o EU de lado, afinal, NÓS é que dependemos desse planeta.







"É triste pensar que a natureza fala e que o gênero humano não a ouve."Victor Hugo
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