segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

COP 18: Rumo à etapa final

 A 18ª Conferência das Partes (COP18) da Convenção-Quadro das Nações Unidas terminará no dia 7 de dezembro, e, no entanto, muitos impasses e dúvidas continuam.

 Sediada em Doha, no Catar, desde o dia 26 de novembro, a Conferência visa promover uma união entre os países para que haja uma redução na emissão dos gases qua agravam o efeito estufa. Com o vencimento do Protocolo de Kyoto no final deste ano, representantes de aproximadamente 200 países almejam estipular metas para atingir tal objetivo.

 Conforme combinado no tratado anterior, países emergentes, como a China e a Índia, por exemplo -grandes poluidores atualmente, aliás - não têm metas obrigatórias a cumprir. Tal fato incomoda os países mais ricos, como os Estados Unidos: embora não ocupem o 1º lugar na lista dos mais que mais poluem, ainda são os campeões no quesito quando se trata de poluição gerada por pessoa.

 Canadá, Japão e Rússia, que ratificaram o Protocolo de Kyoto, ao contrário dos EUA, já afirmaram, no entanto, que não concordam com as novas metas de redução.

 Espera-se que até 2015 a proposta resultante da COP 18 seja aprovada, e que até o ano de 2020, entre em vigor.

 Com tantos alertas para o aumento da temperatura no planeta, pode-se dizer que os países têm insistido em ignorar a comunidade científica, que, através de muitos estudos, tem demonstrado que as ações humanas estão intimamente ligadas às catástrofes e mudanças ambientais na Terra.



terça-feira, 27 de novembro de 2012

A sobrevivência do mico-leão-dourado

 No último dia 24, o jornal O Estado de São Paulo retomou um assunto que era febre nos anos 90: o risco de extinção do mico-leão-dourado. E a matéria veio com a boa notícia: a população da espécie cresceu no país.

 A perda de seu habitat, ou seja, a diminuição da área disponível para que possa viver na Mata Atlântica, mais especificamente no litoral fluminense, gerou uma séria preocupação na população e em entidades ambientalistas na década de 1990. Por ser um animal endêmico, ou seja, que só existe num determinado lugar, a extinção seria catastrófica.

 O número já chegou a 200 indivíduos, devido à redução dos remanescentes para 2% da vegetação original no local; nessa época, a espécie foi considerada criticamente ameaçada de extinção. No entanto, recentemente, foram contabilizados 1700 micos. Uma melhora e tanto, embora muitas atitudes ainda devam ser tomadas.

 O resultado atual se deve a estudos de reprodução e comportamento, e reintrodução de indivíduos na natureza. A recuperação do habitat também tem sido um passo importante: a oferta de área para o mico viver, aumentou em 140%, desde que os trabalhos para sobrevivência da espécie começaram. A participação dos proprietários de terra na região também foi essencial: ao concordarem em não desmatar sua área, transformaram-nas em Reservas Particulares do Patrimônio Nacional (RPPNs).

 Todos os esforços são necessários, vistos que o mico-leão-dourado é um animal exigente, e precisa de pelo menos 50 hectares para viver com toda a sua família.

 Os resultados nos mostram que ações de todos os lados são bem vindas, e fazem uma grande diferença. A mobilização da população, tal como do governo e de entidades, é fundamental para que se atinja objetivos como esse, vale ressaltar.

 Nós sempre esperamos um mundo melhor. Mas o pensamento só se torna nobre quando tentamos melhorar a Terra não só para nós mesmos, mas para todos os seres que nela habitam.



domingo, 25 de novembro de 2012

A busca pela liberdade

 Mais que temas de músicas ou filmes, a liberdade inspira guerras e protestos mundo afora. Mas o que é a liberdade?

 Todos almejam, poucos conseguem. Ou talvez nenhum consiga plenamente. Muitas batalhas já ocorreram visando a conquista de tal privilégio. Muitos morreram sem obter sucesso. Mas o fato é que a liberdade é algo bem mais amplo do que se imagina. Porém, não cabe descrevermos minuciosamente tal coisa aqui, pois um sociólogo ou filósofo o faria bem melhor.

 Atualmente, a democracia e a ideia de liberdade de expressão trazem a ilusão de que estamos num mundo livre. Mas, na prática, não é bem assim.

 A censura está presente em todo lugar. Países tradicionais deixam isso mais claro, mas os falsos 'moderninhos' também são adeptos de tal ação. Só que escondem.

 Não só as ditaduras que aconteceram são um exemplo disso, mas, atualmente, críticas ao governo e aos poderosos também são repreendidas, verbalmente ou não. Vemos isso aqui no Brasil, e recentemente na Argentina também. Além, claro, do agitado Oriente Médio.

 A imprensa é o principal alvo dos que tem o mundo em suas mãos, pois tudo quer mostrar, e, no entanto, deve se limitar ao que eles aceitam que seja publicado. E, quando isso não acontece, aparecem processos e mais processos.

 Liberdade não envolve apenas o mundo jornalístico e da propaganda. Envolve pensamentos, cultura, ações. Liberdade é mais que a carta de alforria conquistada há mais de um século, é mais que a vitória sangrenta que livrou um povo da submissão. Libertar-se não depende apenas do outro, mas também de nós mesmos. Pois nossas ideias e aquilo por que lutamos ou não, nos prendem ou nos levam um pouco mais perto daquilo que entendemos por liberdade.

 Mas isso é uma coisa que não se define com precisão, não se explica claramente, e não se entende perfeitamente.

 Liberdade é o tudo e talvez o nada. Liberdade é um estado de espírito.



Dublado ou Legendado?

 Essa é uma questão que muitas vezes vem à mente daqueles que vão ver um filme.

 Seja no cinema ou em casa, filmes ou séries, há sempre a questão da escolha do idioma. Uns não se importam, qualquer coisa está bom. Outros fazem questão de ver dublado, pois têm preguiça de ler, ou estão acostumados. E há ainda o grupo que prefere ver legendado, pois assim dá pra notar cada detalhe da voz verdadeira do ator: sotaque, tom, velocidade da fala...

 Eu faço parte do último grupo. A voz original do ator traz um ar de naturalidade à obra, além de evitar aquela coisa desagradável de lábios que se mexem quando a fala já acabou. Típico. Mas, claro, há exceções: clássicos ou desenhos, podem ser muito bem aproveitados mesmo dublados. De fato, desenhos dublados são melhores, porque podemos reparar em toda a arte que o envolve, todos os movimentos, cores, e simpatia dos personagens.

 De qualquer forma, a onda dos filmes e séries dublados aparentemente vai dominar o mundo. Cinemas dão grande preferência pra exibir filmes assim, canais de tv a cabo tentam se adaptar a nova classe social, e colocam grande parte da programação com idioma português. Mas, onde fica a opção de assistir produções legendadas?

 Não digo que filmes dublados devem sumir do mapa, ou das telas, melhor dizendo. Mas oferecer a opção ao cliente, de escolher entre os dois idiomas, deveria ser algo obrigatório. A adaptação aos novos clientes, é besteira: é supor que os que vêm agora, não sabem ler, ou simplesmente, não gostam de ler.

 O que pode ser verdade até, mas não uma verdade total. Há exceções. E se pagamos por isso, a minoria também deveria contar.

 Não sei se por hábito ou preguiça os brasileiros assistem mais o que é exibido na língua materna. De repente é por não desgrudar os olhos da novela, ou por ficarem acomodados. O fato é que não ler as letrinhas na parte inferior da tela, alegando que não gosta de ler, e que perde a 'parte visual' da coisa, é bobagem. Tal como dizer "estamos no Brasil, oras!".

 As fronteiras se dissipam a cada dia que passa. Acreditar que não há troca de informação cultural entre os países, é ilusão. Assim, por que não aceitar as mudanças, a entrada de material artístico de outros países no Brasil, com sua própria língua?A internet facilita nessa questão, atualmente. Mas, ainda assim, outros meios deveriam seguir o exemplo: duas opções para que os clientes decidam o que é melhor.

 Padronizar séries e filmes como novelas, nunca vai ser a mesma coisa. O português deve, de fato, ser valorizado, mas colocá-lo onde não existe inicialmente, é produzir um conteúdo artificial.

 E se mesmo com o idioma desejado o longa soar estranho, aí só resta trocar de canal. Enquanto ainda temos essa opção.







terça-feira, 30 de outubro de 2012

Halloweeeeen *-*

31 de Outubro, Dia das Bruxas*-*

Não é uma data comemorativa no Brasil, mas eu gosto. As roupas, decoração de festas, especiais na tv, séries e filmes dedicados ao tema...é tudo mágico, um mundo totalmente diferente! Sem falar que tem um quê de filme do Tim Burton: sombrio, excêntrico. Um prato cheio pra quem gosta de terror, mistério e usar roupas e maquiagens fora do comum.

Os irlandeses, fugindo da fome que se alastrava em seu país, são os responsáveis por levar a data aos Estados Unidos em 1840. As histórias sobre a mesma estão recheadas de contradições; há lendas de todos os tipos. A própria origem da palavra Halloween tem diferentes explicações.

Lendas à parte, o halloween presente nos dias de hoje é algo que atrai crianças e adultos: afinal, os filmes e séries produzidos nos principais países em que a data está presente - EUA, Canadá, Irlanda e Reino Unido - fazem a propagação de sua cultura, querendo ou não. E, não é porque eu sou fã da maior saga de bruxos que já foi feita, nem porque gosto de filmes e seriados com temas sobrenaturais ou vampirescos, mas acho que a mistura cultural é algo inevitável com tamanha globalização.


Harry Potter: o bruxo mais famoso

Não que a cultura brasileira deva ser deixada de lado. Mas acrescentar elementos de fora ao país, é algo que ocorre desde o descobrimento. Então, que venha o halloween pra quem gosta de doces e travessuras!




Um Feliz Dia das Bruxas pra todos aqueles que gostam de viver num mundo parecido com o de Harry Potter *---*





sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Vestígios Eleitorais

 Em véspera de eleição, o que não falta nas cidades são pessoas querendo convencer outras pessoas a votar em certos candidatos. Panfletos, cavaletes, santinhos, tudo compõe o cenário poluído da cidade, desta vez não apenas devido a emissões de carros, substâncias oriundas das fábricas, e lixo descartado pela população de forma incorreta.

 Sendo assim, algo que já não é excelente no restante dos dias do ano, torna-se caótico. Muitos eleitores entrevistados pelo jornal Correio Popular, da Região Metropolitana de Campinas, se mostraram descontentes com os cavaletes, alegando, entre outros motivos, que estes atrapalham a visibilidade no trânsito e consistem numa densa poluição visual. Outros tantos não aguentam mais a poluição sonora eleitoral. Há também os que passam longe do horário eleitoral gratuito.

 E qual a necessidade de tantos 'santinhos'? Aparentemente são papeis picados cujo objetivo é entupir bueiros e complicar a vida de todo mundo. E deixar as ruas horríveis, é claro.

 As mil estratégias dos candidatos para chegar ao eleitor, e conquistar seu voto, podem, portanto, ter o efeito contrário. Grande parte da população já está farta de papéis, números e fotos aqui e ali, músicas no volume máximo em carros de som que passam a cada dois minutos. E isso nem precisa, necessariamente, ser expresso em dados estatísticos: apenas na conversa do dia a dia entre pessoas comuns podemos ver o grau de insatisfação.

 Além disso, a própria população financia as campanhas eleitorais que a irritam. Ou seja, assim que conhecemos os eleitos, concluímos que o povo paga duas vezes para...ter problemas, por assim dizer.

 Em "tempos verdes", onde se fala tanto sobre "sustentabilidade", a ação é mais importante do que um conjunto de palavras. Como se não bastassem promessas que muitas vezes não são cumpridas, ficarão agora os resíduos de todo um período onde consciência ambiental e respeito pela opinião social não são prioridades para muitos.

(Uma campanha na internet com essa mesma temática, ou seja, contra todos esses resíduos, foi feita e divulgada na internet, mais especificamente no site Uol. Vale a pena conferir os vídeos)

 A eleição passa, o lixo fica.

Reprodução/Uol: Campanha feita nas redes sociais contra lixo eleitoral

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Jogos Verdes de Londres

 Grandes eventos trazem muita sujeira pra qualquer lugar, é um fato. Até mesmo aqueles não tão grandiosos já geram uma quantidade de lixo considerável. Os Jogos Olímpicos, por sua vez, não poderiam ficar de fora, certo?

 Obviamente, com os turistas passeando pra lá e pra cá, a quantidade de resíduos também aumenta - e se, como em qualquer outra parte do mundo, houver gente mal educada, o mesmo pode estar até espalhado pelas ruas londrinas. O trânsito também aumenta. Logo, a poluição do ar tende a seguir o mesmo caminho.

 Entretanto, há aspectos sustentáveis a serem considerados. Assim como se quer mostrar no Brasil, seja com a preparação para a Copa ou as Olimpíadas, - mas se falta dinheiro para educação e saúde, por que não pra isso?Bem, é um assunto pra ser discutido outro dia - Londres também seguiu a onda verde e se aventurou pelo 'bem da natureza'. Segundo o Green Nation (uma união de pessoas que, através da internet, visa divulgar a proteção ambiental e também de aspectos culturais), há uma verdadeira lista de ações verdes que a cidade sede tomou.

 E vão além da apresentação da cerimônia, que mostrou como tudo mudou tão rápido, do campo para a cidade, com a Revolução Industrial. De fato, não que esse fosse o objetivo, mas deu a entender que foi um deles, de qualquer forma.

 Uma das ações foi utilizar uma antiga zona industrial de Stratford como local para a instalação do Parque Olímpico. Outra, é a construção de monumentos temporários, que podem ser levados para outros locais quando os jogos acabarem, o que é também uma alternativa mais acessível. Há também uma recompensa a quem for aos jogos caminhando ou de bicicleta, e até ações individuais, como a chuteira que possui a mamona como matéria prima principal, utilizada por um jogador de futebol, adivinhe só, brasileiro.

 Fato é que, em um evento grandioso assim, essas ações são bem vistas atualmente. Logo, motivos políticos podem estar por trás disso. Mesmo assim, não importa o porquê, e sim, o resultado que essa pequena ajuda proporciona ao planeta.

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